terça-feira, 29 de novembro de 2011

Muito além do padecer no paraíso


Mal me tornei mãe e já vejo a maternidade sob outra perspectiva. Sabe aquela famosa frase, “ser mãe é padecer no paraíso”? Sim, concordo que ela descreve muito bem as sensações que sentem uma mãe em relação aos filhos, mas se o autor me permitir, vou um pouco mais além. Como se amor de mãe pudesse ser algo como “um pouco”.


Na verdade, vou muito além. Na minha recente experiência nesse assunto posso descrever essas emoções como o lutar constante para que os filhos tenham o melhor de tudo sempre e que nada os faça sofrer. Não que seu herdeiro precise ser melhor que outras pessoas, não é disso que estou falando, mas ter acesso ao que é melhor para ele próprio. 

Explicando melhor

O amor materno me fez escolher o tipo de parto que é considerado o melhor para minha filha, o parto normal. OK, minha escolha não se baseou só nessa constatação! Posso confessar a vocês que tenho muito medo da cirurgia, aliás, considero-a uma agressão, muitas vezes, desnecessárias ao corpo da mulher.

Voltando ao assunto, querem saber como descobri isso? Ao me perguntar se seria mesmo necessário trazer minha pequena a este Mundo através de um procedimento cirúrgico e não fisiológico.  Pois bem, vejam a ironia. No exame ultrassonográfico realizado por volta da 28ª semana o resultado sugeria a temível circular de pescoço, que é quando o bebê está com o cordão umbilical envolto no pescoço. 

Para uma mãe com nenhuma experiência, só em ouvir falar em circular de pescoço já se imagina num centro cirúrgico, sendo submetida a uma cesariana. Para a minha sorte, meu obstetra  é um amor e falou que não havia problema em ter o parto normal com esse resultado de exame, pois a circular de pescoço só interviria no nascimento de uma criança se o cordão fosse curto e isso só saberíamos na hora do parto.

Perceberam? Apesar do medo, notei que se houver a mínima chance de minha filha correr o menor risco ou sofrimento, deixo de lado meus medos e encaro o bisturi sem pensar em mim. Por fim, o mais interessante nesse amor todo que sinto pela minha pequena Clara, sem nunca tê-la visto, senão pelas ultrassonografias (3D e 4D), é que pela minha cria encaro todos os meus medos só para assegurar sua integridade.





Que minha florzinha venha com saúde e cheia de vontade de viver!

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