Mal me tornei mãe e já vejo a maternidade sob outra
perspectiva. Sabe aquela famosa frase, “ser
mãe é padecer no paraíso”? Sim, concordo que ela descreve muito bem as
sensações que sentem uma mãe em relação aos filhos, mas se o autor me permitir,
vou um pouco mais além. Como se amor de mãe pudesse ser algo como “um pouco”.
Na verdade, vou muito além. Na minha recente experiência nesse
assunto posso descrever essas emoções como o lutar constante para que os filhos
tenham o melhor de tudo sempre e que nada os faça sofrer. Não que seu herdeiro
precise ser melhor que outras pessoas, não é disso que estou falando, mas ter
acesso ao que é melhor para ele próprio.
Explicando melhor
O amor materno me fez escolher o tipo de parto que é
considerado o melhor para minha filha, o parto normal. OK, minha escolha não se
baseou só nessa constatação! Posso confessar a vocês que tenho muito medo da
cirurgia, aliás, considero-a uma agressão, muitas vezes, desnecessárias ao
corpo da mulher.
Voltando ao assunto, querem saber como descobri isso? Ao me
perguntar se seria mesmo necessário trazer minha pequena a este Mundo através
de um procedimento cirúrgico e não fisiológico. Pois bem, vejam a ironia. No exame
ultrassonográfico realizado por volta da 28ª semana o resultado sugeria a temível
circular de pescoço, que é quando o bebê está com o cordão umbilical envolto no
pescoço.
Para uma mãe com nenhuma experiência, só em ouvir falar em
circular de pescoço já se imagina num centro cirúrgico, sendo submetida a uma
cesariana. Para a minha sorte, meu obstetra é um amor e falou que não havia problema em
ter o parto normal com esse resultado de exame, pois a circular de pescoço só
interviria no nascimento de uma criança se o cordão fosse curto e isso só saberíamos
na hora do parto.
Perceberam? Apesar do medo, notei que se houver a mínima chance
de minha filha correr o menor risco ou sofrimento, deixo de lado meus medos e
encaro o bisturi sem pensar em mim. Por fim, o mais interessante nesse amor
todo que sinto pela minha pequena Clara, sem nunca tê-la visto, senão pelas
ultrassonografias (3D e 4D), é que pela minha cria encaro todos os meus medos só
para assegurar sua integridade.
Que minha florzinha venha com saúde e cheia de vontade de viver!



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